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SIM! OBRIGADA!

por Carolina, em 19.07.16

Tenho mais uma desculpa para rever a primeira temporada pela terceira vez.

Captura de ecrã 2016-07-19, às 20.59.55 1.png

 (Sim, eu vim aqui só para dizer isto. É para verem o quão entusiasmada estou.)

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Hoje ponho as palavras de lado e deixo as imagens falarem. São poucas fotografias, mas são alguns dos momentos que fazem da Feira um espaço tão especial.

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Desde que pus aparelho há dois meses que se alterou algo em mim. Para além do óbvio (andar com uma grelha nos dentes), toda a minha percepção sobre a dita dentição mudou.

Agora dou por mim, numa conversa, a olhar para os dentes da outra pessoa ao invés de a olhar nos olhos. A analisar toda a situação, qual dentista qual quê, e a ver se tem os dentes direitos, tortos, brancos, amarelos, verdadeiros ou falsos. Faço o mesmo com quem tem aparelho. Assim que me apercebo, tento logo desviar o olhar, mas é algo que se tornou invevitável. Até quando me vejo ao espelho o primeiro sítio para onde olho são os dentes. Por favor, digam-me que não estou louca e que não sou a única pessoa a fazer isto. Obrigada.

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Hoje, Campo Grande, situação muito insólita e inesperada. Quem estaciona por aqueles lados sabe que por ali há um descampado de terra onde muita gente deixa o carro, eu incluída. Tirando os arrumadores, não se paga, e quem por lá passa todos os dias acaba por se habituar a dar uma moeda às mesmas caras de sempre.

Hoje, o senhor, já de idade, a quem costumo dar uma moeda de vinte cêntimos interpelou-me com "hoje está muito calor, menina!". Agarrado ao seu andarilho e de chapéu-de-chuva ao ombro, nota-se que (ao contrário dos outros que por lá andam) este passa por dificuldades. Sorri, e reconheci que sim, que estava muito calor, e vim-me embora. Vinte passos depois lembro-me que tenho uma garrafa de água fresca na mala e volto atrás, muito rapidamente, e pergunto-lhe se quer água. Diz-me que sim, e eu pego na garrafa e entrego-lha para a mão com um "até logo". O que se passou depois era qualquer coisa que na minha imaginação seria impossível de acontecer, talvez por nunca ter estado numa situação igual à dele.

Já estava de costas quando me volta a interpelar e dizer que, afinal, não queria, porque a garrafa já estava aberta. Efetivamente estava, porque tenho por hábito reutilizar as garrafas de plástico e enchê-las com água da torneira. Expliquei-lhe isso, mas ele voltou a recusar e devolveu-me a garrafa.

Enquanto ia a caminho da faculdade, ainda aparvalhada com o que acabara de acontecer, questionei-me por que motivo teria ele recusado água (fresca) num dia de tanto calor. Terá achado que a água tinha alguma coisa que lhe faria mal propositadamente? Não consigo encontrar outros motivos plausíveis para justificar tal atitude. E ainda que no momento me possa ter sentido ofendida (quão egocêntrico da minha parte), agora, algumas horas depois, pergunto-me quantas pessoas já o terão tentado magoar, passando-se por alguém que quer ajudar, só por ser sem-abrigo.

Não conheço a história dele, nem sequer lhe sei o nome, mas penso o quão difícil deve ter sido recusar água quando precisava dela. Não me é possível colocar no lugar dele, porque ao contrário desta pessoa, que vive sem nada nem ninguém, eu tenho muito (coisas até demais) e família e amigos para me ajudar quando preciso. Se muitas vezes questiono segundas intenções de pessoas que conheço, não me passa pela cabeça ser sem-abrigo numa sociedade que lida com estas pessoas como se fossem um tabu, como se não existissem, até mesmo como se fossem pragas que é preciso abater.

Amanhã, quando o voltar a ver, sair-me-á um bom dia, uma moeda de vinte cêntimos e, a partir de agora, a consciência de que existem pessoas que enquanto este senhor continuar sem-abrigo, lhe vão querer fazer mal.

E claro, sem esquecer a garrafa de água, desta vez novinha em folha!

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Fazia isto todas as semanas

por Carolina, em 30.05.16

Se há coisa que eu gosto, é de ir a concertos. Esquece-se tudo e a música toma conta de nós. Bem, na verdade, se estivermos a falar do Rock in Rio a coisa não se processa bem a sim. De 10 em 10 minutos estamos a perguntar à pessoa que nos acompanha se consegue ver alguma coisa, com tanta cabeça à frente. Ou quando, por exemplo, temos um grupo de adolescentes à frente que está a fazer tudo menos a ver o concerto. Ou quando a pessoa do lado não para de tirar selfies com o palco. Ou quando a de trás entorna a porra da cerveja.

A lista podia continuar, mas para o bem de todos fica por aqui. É verdade que ir a concertos se torna chato quando levamos com indivíduos que pagam bilhete para importunar os outros à sua volta. Mas, por outro lado, há que admitir que é uma das melhores coisas de sempre. E eu, se pudesse, fazia isto todas as semanas.

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Sobre sexta-feira...

por Carolina, em 22.05.16

Fui ao Rock in Rio ver a melhor banda de sempre. E é isto, que agora vou ver a Adele (sim, consegui, depois conto-vos!).

 

 

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