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A verdade é inconveniente

por Carolina, em 15.01.15

Como é que é suposto ver isto e ficar indiferente? Gostamos de viver na ignorância. De deixar andar, de olhar para o lado, de ignorar. Porque é mais cómodo deixar as coisas como estão, do que fazermos mudanças.

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16 comentários

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De nice a 15.01.2015 às 17:40

Ainda não ganhei coragem para ver isso.
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De Carolina a 15.01.2015 às 18:02

Também estava assim. Até hoje. Não consigo viver na ignorância só para não me incomodar. Custa, mas as verdades são assim. Vê. A mim ensinou-me muita coisa.
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De nice a 15.01.2015 às 18:07

Eu já sei algumas coisas sobre esse tema, porque desde que deixei de comer carne (há muitos anos já) comecei a ficar mais sensibilizada para isso, porque comecei a seguir blogs e sites de vegans e vegetarianos e eles alertam para essas coisas. Mas vou ver se ganho coragem para ver isso.
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De Carolina a 15.01.2015 às 21:35

Nesse caso, aposto que tens muitos mais conhecimentos do que eu sobre o assunto. Mas definitivamente que me quero informar mais e, a pouco e pouco, ir alterando os meus hábitos alimentares. Não só pelo impacto ambiental mas também pela crueldade animal.
Beijinhos
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De nice a 16.01.2015 às 16:42

Acho que fazes bem em alterar, mas não é necessário cortar radicalmente, por exemplo eu não como por motivos de saúde, o meu organismo não tolera carne e alguns tipos de peixe, mas o boyfriend come e nas compras para a casa optamos sempre por carne de caça, carne criada ao ar livre (marca carne alentejana é boa), ovos de galinhas criadas ao ar livre, leite e derivados de leite dos Açores (marca terra nostra é segura), atum "dolphin free", peixe do mar e não de viveiro, etc. O mesmo para produtos de higiene pessoal, a maioria das marcas testa em animais e nós optamos por comprar das que não testam. Pesa um bocado mais no bolso? Pesa, mas pesa muito menos na consciência e o valor nutritivo é completamente diferente também. Há pequeninas coisas que podemos alterar, há outras em que não há hipótese (pasta de dentes, por exemplo, quase todas testam e é um bem essencial).
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De Carolina a 16.01.2015 às 18:28

Claro que sim. Aos poucos e poucos a coisa vai lá. Até porque eu, por exemplo, sou intolerante à lactose, o que não justifica andar cá a comprar leites e iogurtes 0% lactose. Posso optar por outros leites e bebidas que não de origem animal. Mas isso é só um exemplo.
Boas dicas que deixas-te aí, vou adoptar algumas.
Beijinhos
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De Sofia Sequeira a 15.01.2015 às 17:51

Não vi o filme até ao fim, mas é-me difícil acreditar nos números absurdos que eles apresentam para tudo...
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De Carolina a 15.01.2015 às 18:06

Por alguma razão os governos e as ONGs não querem falar no assunto. No fundo, o problema é o dinheiro (é sempre).
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De Carlos a 15.01.2015 às 18:33

Pessoalmente não gostei desse documentário. Querem forçar a ideia de que a alimentação(omnívora) é errada e que devíamos todos ser vegans. A maioria de nós come carne porque a espécie humana evoluiu para comer carne, é por isso que o nosso sistema digestivo é diferente do das vacas e não há nada de errado em comer carne desde que estar dos animais que matamos para comer for assegurado.
O documentário mostra só uma face da moeda quando a face verdadeiramente negra, que origina lucros de centenas de milhar de milhão de dólares a algumas empresas subsidiadas é omitida. No fundo este documentário culpa o consumidor da ganância das maiores empresas ligadas à carne nos EUA (umas 5 ou 6 apenas) controlam quase toda a cota de merdado.
Recomendo o documentário "Fed Up". Retrata o problema da obesidade e de como as leis do congresso dos EUA que beneficiam directamente as maiores multinacionais de produtos alimentares têm influência na saúde dos americanos.
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De Carolina a 15.01.2015 às 21:37

Carlos, parece-me que aqui o problema não é o facto de comermos carne, mas sim as implicações que isso trás, com a produção animal. Para mim, para além de se tratar de todos aquele números apresentados, trata-se também da crueldade animal. Alguma vez uma vaca é feliz em interior? Claro que não. Tentam vendar-nos essa ideia e fazer-nos acreditar que sim (aproveito aqui para recomendar o documentário Blackfish). Por essa razão, é sugerido que se adapte uma alimentação vegan. Contudo, existem também imensos estudos que comprovam os malefícios que as carnes vermelhas trazem para a nossa saúde. Mesmo assim, penso que o que se quer sublinhar é mesmo a produção animal numa escala abismal. Vendem-nos a ideia de que precisamos de desligar as luzes, de fechar as torneiras, de ir de transportes... quando na verdade nada disso se compara ao impacto da produção animal para o ambiente. Claro que por trás disto tudo está o dinheiro... mas não está sempre?
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De Carlos a 15.01.2015 às 22:31

Sim concordo.Hoje querem-nos passar a ideia que para alimentar a população mundial temos de ter mega-fábricas de produção de carne, o que não podia estar mais errado. Se não fossem os subsídios que pagamos através dos impostos estas explorações não poderiam existir e muito menos competir em termos de preço com o modo de criação mais natural e ao ar livre e que tirando os gases que as vacas libertam poucos contribui para o aumento do efeito de estufa . Mais uma vez não passa de um problema que pode ser resolvido através do papel.
Eu já dou um pequeno contributo, não vou aos Macs e companhia :)
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De Cris a 16.01.2015 às 09:16

Não vi esse documentário ainda, mas já vi muitos sobre o tema da alimentação em geral, e já li vários livros sobre isso, incluindo um de que gostei muito da Jane Goodall: Otra Manera de Vivir - quando la comida importa (não há tradução em português). Há vários médicos de várias nacionalidades que andam a alertar para o problema alimentar há décadas, mas isso não interessa a quem tem poderio nessa área e conseguem pressionar e corromper os governos para fazerem leis que lhes favoreça. A única arma que temos é a informação que circula na internet e nos livros, a observação e ouvir o nosso próprio corpo. Eu como carne, mas limito-me a comer 2 a 3 vezes por semana (às vezes nenhuma). Já houve uma altura em que não comia nenhuma, mas por motivos financeiros tive que mudar outra vez a alimentação. O Carlos diz que nós evoluimos para comer carne, mas há várias pessoas que dizem o contrário, que anatomicamente não estamos preparados para comer carne, a começar nos dentes, onde prevalecem os molares. Os nossos caninos são muito pouco desenvolvidos. Mas eu não quero emitir opiniões, porque prefiro que as pessoas façam a sua própria busca e tirem as suas conclusões. Uma coisa é certa, a ganancia do mundo actual está a destruir o planeta e as espécies, ser humano incluído. E, enquanto não mudar esse paradigma do lucro a qualquer custo, não auguro nada de bom para o nosso futuro...
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De Carolina a 16.01.2015 às 12:04

Concordo completamente. Se conheceres mais algum livro sobre o tema, podes deixá-los aqui porque eu quero ler mais sobre o assunto porque, sinceramente, nunca li nada sobre o tema e é uma coisa tão presente na nossa vida que não faz sentido eu estar às escuras sobre isto.
Beijinhos
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De Cris a 19.01.2015 às 20:35

O próprio livro da Jane Goodall tem várias referências bibliográficas sobre a alimentação.
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De Carlos a 19.01.2015 às 00:03

Cris, eu também como carne 2 ou 3 vezes por semana até porque algumas vezes uma refeição vegetariana conforta mais o estômago. As abordagens demasiado radicais nunca funcionam na prática, era nisso sentido que quem fez o documentário devia ter trabalhado mais e não apenas em o tornar sensacionalista para aumentar as vendas.O mundo tem simplesmente demasiada pessoa para alimentar, gente a comer de mais e pior ainda, muito desperdício de alimentos, muito culpa dos supermercados e das cadeias de comida rápida que só na comida boa que deitam fora podiam alimentar toda a gente com fome no mundo.
A melhor solução é, para quem não vive na cidade, comprar directamente a um produtor de confiança acabando por fazer um bom negócio para todos os lados, incluindo para o ambiental.Hoje há muitas empresas bio mas os preços que praticam são proibitivos.
Quanto ao facto de sermos omnívoros, o nosso ADN, sistema digestivo entre outros pontos menos óbvios apresentam muitos traços que sustentam essa classificação. Todos os fósseis que encontrámos desde que nos "afastámos" dos macacos apresentam provas do consumo de carne e o mesmo é considerado por muitos cientistas como a chave do aumento de tamanho do nosso cérebro. Com isto não quero dizer que não respeito as opções dos outros, por mais radicais que sejam.Se alguém decide mudar os seus hábitos por bem de algo ou de alguém, só há que respeitar e aplaudir.
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De Cris a 19.01.2015 às 20:43

Carlos, como referi, eu não posso falar sobre este documentário em específico, porque ainda não o vi. Concordo que o prato vegetariano conforta mais o estômago e, ao mesmo tempo, sinto-me mais leve. Quanto ao sermos omnívoros, há autores que utilizam os mesmos pontos de que fala para dizer o contrário, mas, como disse, cada um é livre de ler e interpretar como quiser.
Quanto ao facto dos produtos biológicos serem a preços proibitivos, tem a ver com, no mínimo, duas questões: o facto da certificação ser um absurdo de cara e a ganância de algumas pessoas...
Eu sou mais a favor de cultivarmos os nosso próprios vegetais, se for possível, nem que seja na varanda...

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