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E se um dia eu ganhasse o Euromilhões?

por Carolina, em 23.11.15

Cada vez que é notícia um português ser vencedor do primeiro prémio do Euromilhões que me coloco esta questão: afinal o dinheiro traz ou não felicidade? Por muito que digam que não (ainda que eu acredite que a maioria o diz para ser politicamente correto), ninguém me tira da cabeça que a resposta certa é o 'sim'.

Não é preciso ir muito longe e dizer que a maioria dos nossos sonhos se concretizava muito mais facilmente. Basta olhar para as despesas do mês: porque jantar fora uma vez por mês sabe a pouco. Ir ao cinema é algo esporádico. Sair com os amigos todas as semanas é um cenário idílico. E nem sequer me atrevo a falar de quem não tem estes que agora consideramos "luxos".

Os bens materiais fazem-nos falta. Não são essenciais, claro que não. Família, amigos e saúde estão sempre em primeiro lugar, mas quem nunca ficou feliz por ir comprar aquela peça de roupa mais cara, ou aquela tecnologia acabadinha de sair que queríamos há tanto tempo?

Nunca viajei, os meus pais idem. Se sou menos feliz por isso? Sou, não tenho medo de o admitir. O dinheiro em si (as notas, as moedas) efetivamente não trazem felicidade, mas permitem-nos comprar coisas e experiências que nos tornam pessoas muito mais felizes e realizadas. Custa-me que a nossa vida seja rodeada por este senão, porque sem dinheiro estamos limitados.

De todas as vezes que se fala em 'Euromilhões' não consigo evitar pensar no que faria se me visse com tanto dinheiro nas mãos, e isso chega para me deixar chateada, porque há tanta coisa que eu gostava de fazer mas não posso, porque não tenho dinheiro. E isso, inevitavelmente, é motivo para eu só ser feliz a 99%. Falta ali aquele 1%, que apesar de não ser essencial, faz toda a diferença.

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33 comentários

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De Fábio a 23.11.2015 às 19:14

Eu já tenho uma pequena lista de upgrades a fazer na casa caso isso algum dia aconteça.
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De Carolina a 24.11.2015 às 14:10

Pequena lista? És poupadinho!
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De Fábio a 24.11.2015 às 17:46

Esta é a lista das coisas que realmente mudava, depois com o tempo lá iam outras haha
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De moon a 23.11.2015 às 21:04

SIM SIM SIIIM!!
a maioria dos problemas que as pessoas têm são monetários. se o dinheiro é tudo? não, claro que não! há a saúde, o amor, a família e nada disso se compra. mas é preciso dinheiro para uma casa, para comida, para um carro, para os prazeres da vida e tudo isso contribui para a felicidade das pessoas. portanto siiiiiim o dinheiro traz felicidade, apesar de não ser tudo.
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De Carolina a 24.11.2015 às 14:11

Conseguiste dizer tudo o que eu queria em menos linhas do que eu! Ehehe
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De -Hellen a 23.11.2015 às 21:19

Só dinheiro não traz felicidade, mas falta de dinheiro muitas vez traz tristeza!
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De Carolina a 24.11.2015 às 14:11

Como já li por aí: "o dinheiro não trás felicidade, mas a pobreza também não".
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De Fatia Mor a 23.11.2015 às 21:39

Cá em casa sempre se disse que o dinheiro não traz felicidade, mas ajuda!
Acho que é um bocadinho isso. A ausência de dinheiro causa infelicidade, pelas dificuldades acrescidas que coloca. Mas a presença do dinheiro, por si só, não é responsável pela total felicidade. Se não existir saúde, família e até disposição para o gastar adequadamente, o dinheiro pode ser mais fonte de falta de felicidade, apesar de satisfazer as necessidades básicas sem problema.
Mesmo ganhar uma quantidade enorme de dinheiro, como os 160 milhões, pode trazer vários problemas do foro psicológico. O importante, de facto, não é ter muito dinheiro, mas sim ter pouco por onde gastar, ter poucas necessidades.
Se assim for, qualquer montante nos satisfaz deixando-nos feliz. O problema é que as nossas "necessidades" só se satisfazem com uma quantia avultada de dinheiro :D
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De Carolina a 24.11.2015 às 14:14

O dinheiro é um complemento a uma série de fatores que, todos juntos, nos fazem muito felizes!
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De paranoias-de-mae a 24.11.2015 às 09:32

Ontem quando ouvíamos a noticia num jornal da TV, o meu filho de 10 anos, disse, que se saísse o Euro milhões, pedia um irmão. Talvez porque sempre me ouviu dizer que não tínhamos condições para ter outro filho.
Até me comoveu, o rapaz!
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De Carolina a 24.11.2015 às 14:16

Só por essa, eu dava-lhe um irmão...
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De rute a 24.11.2015 às 11:06

Eu ia logo para o shopping comprar roupa à maluca! Eh! Eh!
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De Carolina a 24.11.2015 às 14:16

Quem nunca imaginou entrar numa loja e nem ser preciso olhar para as etiquetas???
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De Cristina a 24.11.2015 às 11:49

Se algum dia tivesse tanto dinheiro, ficava descansada em relação a alguns aspetos. Podia-me dedicar inteiramente à saúde, à familia e aos pequenos confortos que agora são inacessivéis.
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De Carolina a 24.11.2015 às 14:17

Cristina, é isso mesmo. Disse exatamente aquilo que queria expressar com este post.
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De Cristina a 24.11.2015 às 14:31

Em norma, jogo sempre em sociedade. Tenho uma de 4 amigos e outra com 6 colegas de trabalho. É muito dinheiro para uma só pessoa, apesar de termos familia para ajudar, acho que se ganhasse criava um projeto onde a minha familia encontrasse realização financeira e pessoal.
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De Cristina a 24.11.2015 às 14:40

A minha excentricidade, seria comprar um telescópio, coloca-lo no topo do prédio e apreciar o silêncio das estrelas…
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De Carolina a 24.11.2015 às 16:45

Coisas simples que fazem toda a diferença.
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De Maria Araújo a 24.11.2015 às 12:23

Olá.
Parabéns pelo grande destaque.
Venho cá pela primeira vez e gostei do que li.
O dinheiro não é tudo na vida, com certeza, mas resolve e traz estabilidade.
Nunca desejei, e jogo, que me saísse um jackpot chorudo, como o da semana passada porque não sei o que me aconteceria.
Gostaria que me saísse o suficiente para liquidar os compromissos bancários (nunca falhei um) e fazer uma excelente obra na casa.
Tenho uma família grande, dividiria com todos eles, isso não tenho dúvida porque eu não sou amiga do dinheiro...mas faz-me falta.
Mas que certamente, viajaria mais, sim, porque viajar traz-nos conhecimento e experiência.

Nota: não me leve a mal, mas um post bem escrito tem apenas um erro que presumo não ter reparado: não é "afinal o dinheiro trás",mas " afinal o dinheiro traz".

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De Carolina a 24.11.2015 às 14:21

Em primeiro lugar, não levo nada a mal, até agradeço. Reparei antes mesmo de ler os comentários e fui a correr corrigir e a fazer figas para ninguém ter reparado, mas foi mais rápida do que eu! Ehehe
Agora para tudo... destaque? oi? Estou a ficar vesga ou quê?
Sim, sem dúvida. Não era preciso tanto dinheiro. Bastava o suficiente para poder viver de forma mais confortável e fazer gastos que agora são impensáveis.
Beijinhos
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De Wendy a 24.11.2015 às 12:31

Se o dinheiro não trouxesse um pouco de felicidade, não haveria tanta gente a desejá-lo.
Um euromilhões cá em casa ia trazer felicidade imensa. Só o facto de passar a pensar menos em dinheiro para pequenas coisas que me fazem tão feliz, já era um grande aumento da felicidade.
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De Carolina a 24.11.2015 às 14:22

Isso é muito engraçado: teria mais dinheiro mas não pensaria tanto nele. Faz todo o sentido, mas nunca tinha pensado nisso. Boa perspetiva!
Beijinhos
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De Tugalinho a 24.11.2015 às 12:35

Já li algures que 90% das pessoas que ganham esses prémios, ao fim de 10 anos já não têm nada ou têm a casa que compraram assim que lhes saiu o prémio. Vi um documentário em que, em Inglaterra, houve pessoas que acabaram arruinadas, pois tudo gastaram e no final ficaram com enormes saldos de cartões de crédito por pagar, sendo obrigadas a declarar insolvência pessoal.
O grande desafio de quem ganha um montante destes é torná-lo sustentável, gastando só a rentabilidade (juros, dividendos) obtida a partir do mesmo, sem delapidar essa base de capital. Um prémio assim não deve ser estoirado em consumos de luxo, mas sim modificar completamente o futuro das gerações atuais e das seguintes: enviar os filhos para as melhores universidades do mundo (Harvard, etc), entregar uma boa parte do dinheiro à gestão profissional de reputadas entidades nos maiores centros financeiros mundiais (Zurique, Londres, Frankfurt, Nova Iorque), investir em algum imobiliário de arrendamento em zonas centrais de capitais europeias, etc.
Quem tiver um trabalho suportável deve continuar para amadurecer ideias. E sempre, sempre, manter o anonimato, para proteção da família e afastar os falsos amigos de ocasião (pelo que também nunca enviem o dinheiro para o banco onde já tenham conta e um gestor conhecido lá da zona – vão a Lisboa ou Porto abrir conta num banco onde não sejam ainda clientes, mas a fatia de leão ponham na Suíça ou noutros sítios seguros lá fora).
Não deem nada a quem não vos desse e não deem nada quem não tenha na vida uma atitude séria perante o trabalho/estudo, mesmo da família, pois é garantido que será mal gasto e de nada lhes servirá em termos de impacto de vida a longo prazo.
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De Carolina a 24.11.2015 às 14:25

Isto sim, é alguém com um excelente plano de futuro. Vou apontar algumas ideias, só no caso de um dia me sair o Euromilhões.
Fora de brincadeiras, é preciso ter cuidado e, acima de tudo, "cabecinha" para não deitar tudo a perder.
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De Zé a 27.11.2015 às 15:36

Primeira coisa: dividir o dinheiro por pelo menos 3 países diferentes e 3 moedas diferentes.

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