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O outro lado da moeda

por Carolina, em 08.04.15

Não é novidade para ninguém que no ano passado houve um boom de comida saudável e de exercício físico. Também há cada vez mais informação e todos os dias se descobrem coisas que vêm contrariar tudo aquilo que crescemos a acreditar que era certo e bom para nós.

Apesar de andar meio apagada das redes sociais e da blogosfera, não deixei de notar no enorme burburinho sobre a reportagem passada pela SIC Notícias, "Somos o que comemos". Por ser uma grande apaixonada por jornalismo e por achar esta ideia de reportagem interactiva uma coisa para lá de genial, e por gostar de aprender sempre mais, não pude deixar de ver. Não vou fazer de conta que sou uma pessoa a 100% elucidada sobre tudo o que envolve saúde e comida saudável. Já sabia muita coisa que esta reportagem nos contou, mas também não deixei de ficar chocada com a quantidade de coisas a que fechamos os olhos porque é mais fácil e não dá tanto trabalho (este é sempre o nosso problema).

Vamos todos fingir que nunca bebemos Ice Tea? Vamos todos fingir que somos super saudáveis e que nunca comemos um bolo na pastelaria? Não sou pessoa de extremismos, acho que tudo o que comemos deve ser balançado. Toda a gente sabe que o que é em excesso faz mal. Se vou deixar de começar coisas com açúcar adicionado? Não. Se tenho cuidado com isso? Tento.

E com isto tudo, então porque é que não falamos nos anúncios com que somos (adultos e crianças) bombardeados todos os dias? Os anúncios sobre os iogurtes que fazem crescer. Os anúncios sobre os bollycaos que são óptimos lanches para levar para a escola e que dão energia. Os anúncios da famosa nutella que fica fantástica nos crepes. Os anúncios dos cereais de pequeno-almoço cheios de açúcar.

Somos manipulados a comprar. Porque é bom. Porque dá energia. Porque faz crescer.

Num minuto passam uma reportagem sobre os malefícios do açúcar adicionado. No minuto seguinte passam uma publicidade deste genéro.

É óbvio que nós usamos a informação que nos passam da forma que queremos, mas não podemos fingir que isto não é um problema muito maior do que nós.

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14 comentários

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De Inês a 08.04.2015 às 16:58

De repente, ninguém come nem nunca comeu alimentos processados, nada de cereais de pequeno-almoço embalados, pizzas congeladas, iogurtes líquidos, refrigerantes, não, nada disso... Enfim, eu como esses alimentos, não só porque é rápido, mas porque é bom e, muitas vezes, até é mais barato. SE quiser uma pizza, fica-me mais barato comprar uma congelada do que comprar os ingredientes todos para fazer a pizza. Opá, é a verdade. Mas tento equilibrar as coisas, claro, é tudo uma questão de não exagerar, como referes.
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De Carolina a 11.04.2015 às 18:04

É que é isso mesmo...
Para além de ser mais rápido e até mais barato, são as coisas com que estamos rodeados num supermercado.
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De • Smartie a 08.04.2015 às 18:35

Isto é como tudo, há sempre que haver bom senso por parte das pessoas e um equilíbrio naquilo que comemos/bebemos.
Beijinhos
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De Carolina a 11.04.2015 às 18:03

É que é isso mesmo... bom senso!
Beijinhos
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De Vanessa a 09.04.2015 às 15:44

Nem sempre o que essas reportagens dizem, as pessoas conseguem compreender. Desde sempre é dito que os cereais Nesquick e Chocapic são bons e dão energia. Para mim são bons de vez em quando, porque é chocolate a mais ou açúcar a mais, coisa que antes nem sequer notava. Todos os anúncios usam palavras-chave para atrair as pessoas e basta-lhes ouvir que é "magro", "dá energia", "ajudam a crescer", "ajudam a cagar", etc. que para elas é algo bom, porque ninguém lê as letras pequeninas. Acho que comer um doce ou algo mais carregado de vez em quando é bom e não faz mal a ninguém, só tem é de haver medidas certas para cada coisa.
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De Carolina a 11.04.2015 às 18:02

Claro que sim, a palavra-chave para isto tudo é equilíbrio. O problema é que as pessoas vêem esta reportagem e não conseguem analisar a informação que receberam e adaptá-la às suas vidas.
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De Vanessa a 11.04.2015 às 18:09

Algumas precisam mesmo de ficar doentes, ir ao médico e ele dizer "ou é assim ou acabou-se" para elas acordarem.
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De Cris a 09.04.2015 às 18:29

A maior parte das pessoas não tem capacidade de análise, é a conclusão que se chega.
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De Carolina a 11.04.2015 às 18:00

Infelizmente...
Não somos capazes de utilizar a informação que nos passam sem chegarmos a extremos.
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De Aerdna a 11.04.2015 às 09:38

Tenho uma visão parecida acerca dos problemas da alimentação actual. Em relação, à situação de filtrar informação, eu acho que essa capacidade se adquire ao mesmo tempo que acedemos a informação e começamos a cruzá-la.
Se pensarmos na sociedade portuguesa, os pais actuais estiveram na escola até ao 9° ano, e sabemos que o facto de se frequentar uma escola, não significa que se tenha tirado algum proveito. Para que isso tivesse acontecido teriam de ter tido a sorte de ter tido bons programas, excelentes professores, e um impecável acompanhamento parental e sabemos que isso não é bem assim.
Porque falo na escola, quando o assunto é alimentação?
Porque são estes pais que têm de fazer hoje em dia a triagem da informação sobre a alimentação (para os filhos) com que todos os dias são bombardeados, e a maioria foi ensinada a repetir, a seguir o que dizem na Tv e nos livros, e a respeitar os mais velhos em tudo sem questionar.
As gerações que hoje estão a educar, na maioria não foi treinada para pensar e verificar, apenas para repetir o que os supostos "doutores" deste mundo dizem. Acontece que neste momento a informação corre em milionésimos de segundo e os "doutores" dizem e contradizem ao mesmo tempo.
Os pais vêm-se a braços com excesso informação de qualidade duvidosa, não sabem o que seguir, e quando chegam ao supermercado a maior oferta é de produtos processados com rótulos que prometem tudo o que eles desejam para os seus filhos e ainda conseguem ser mais baratos que os produtos "saudáveis". A isto junta-se a falta de tempo e de paciência.
O resultado é o que a reportagem tenta mostrar: jovens condenados a visitas regulares a profissionais de saúde para tentar ter alguma qualidade de vida e pais a sentirem-se extremamente culpados.
Existe alguma solução?
Sim. Que o governo que sustentamos a impostos, comece a tratar a informação alimentar (nos centros de saúde, aulas para pais, na publicidade, nos folhetos, etc...) com o mesmo cuidado que tem com os medicamentos. Afinal a má alimentação é responsável por uma boa parte do orçamento de estado para a saúde.
Enquanto isso não é feito, dou os parabéns a este tipo de trabalho, a blogs como o seu, às alterações feitas nas cantinas escolares, etc... e a todos as discussões que se promovam para um futuro melhor.
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De Carolina a 11.04.2015 às 17:52

Obrigada pelo seu comentário. Veio enriquecer, e muito, esta discussão!
Estou plenamente de acordo com o que disse.
Infelizmente, e tal como em muitas outras coisas, o grande interesse da indústria alimentar e das empresas é o dinheiro... é criar coisas que os miúdos pedinchem aos pais para comprar (iogurtes, bollycaos, donuts...) e que os pais acabem por ceder porque é fácil, rápido e "eficaz" (alimenta, faz crescer, dá energia).
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De S a 11.04.2015 às 12:30

Já viste algum daqueles documentários estilo Cowspiracy ou o Foods, inc? Estou a tentar ganhar coragem para ver ... dizem que é de mudar este mundo e o outro!
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De Carolina a 11.04.2015 às 17:57

Já vi. Mudou e muito a forma como penso e olho para certas coisas agora.
Estou a tentar mudar alguns hábitos, mas não é nada fácil. Não é porque não podemos obrigar toda a gente a comer o mesmo que nós (em nossa casa). Porque certo dia não nos apetece fazer duas comidas diferentes. Porque os produtos que não sejam de origem animal são muitos mais caros. Porque fazer em casa ocupa tempo que não temos. Porque às vezes o sabor não é tão bom (bebo leite de soja, mas não gosto tanto! como iogurtes de soja mas não sabem tão bem).
Estou a fazer um esforço para, aos poucos e poucos, ir alterando algumas coisas. Mas deixar certos hábitos é muito difícil!
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De Jose Madeira a 12.04.2015 às 17:03

Eu acho que nos devemos comer tudo um pouco, e não repetir todos os dias.
Deve-se comer mais peixe, hortaliças, sopa e a carne poucas vezes, quanto ao açúcar eu pelo menos já quase 12 anos que não meto açúcar no leite e café de vez por outra é que como um bolo, mas de preferência pastel de nata.

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