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Critica? Isso é tudo inveja...

por Carolina, em 04.11.15

Não é frequente eu seguir ou visitar páginas de famosos no facebook, até porque o meu interesse por essas coisas é mínimo (abro exceção às Kardashians, ?), mas há celebridades a quem é impossível fugir. Eu bem que tento, mas de uma forma ou de outra, elas lá chegam até mim. 

Um desses exemplos é nada mais nada menos que a Cristina Ferreira. Tenho que confessar, torna-se um bocadinho chato. Não há um dia que a cara dela (ou os sapatos, o perfume, o blog, o livro, a revista, a loja...) não me apareçam à frente. E depois ponho-me a pensar se sou só eu que fico incomodada com o facto de ela aproveitar tudo quanto é lado para falar sobre as coisas dela. Parece-me assim uma tentativa desesperada para que toda a gente saiba quem ela é. Se resulta? Muito bem (olha eu a falar dela).

Mas se isso não fosse o suficiente, chateia-me ainda mais a forma como ela reage às criticas que lhe fazem. Porque quando se tem uma opinião contrária somos é uns invejosos.

Parece-me que a falta de contra-argumentos de algumas pessoas leva-as a esta conclusão fantástica. Se eu acho que a maioria das capas da revista dela são reles e vulgares, devo, muito provavelmente, estar com dor de cotovelo.

Ver celebridades que expõem a sua vida toda mas que não gostam de ser criticados é apenas estúpido. Pior que isso, só mesmo ver os seus seguidores com as mesmas atitudes e a deixar comentários ridículos acusando qualquer pessoa que os contrarie de inveja. Critica construtiva? Não, inveja! Só falta mesmo o estudo científico que o comprove...

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O que me faz seguir um blog

por Carolina, em 31.08.15

Fico sempre reticente quando se fala em conselhos para criar um blog. Já o disse, e mantenho a opinião, de que basta ser-se honesto e sincero para a coisa resultar. Não há uma receita perfeita. Contudo, há que confessar que existem certas coisas que podem tornar o nosso blog muito mais atrativo para quem o visita e é isso que venho partilhar hoje convosco. São várias coisas que, à partida, são suficientes para eu seguir um blog.

Em primeiro lugar, e ainda que não o mais importante, está a aparência. Por muito que o que nos agarre a um blog seja o conteúdo, não é isso que vemos assim que entramos na página. Para mim a estética é sempre muito importante, dentro e fora da blogosfera. Quando falamos no design de um blog a palavra-chave a usar é simplicidade. Não queremos que o design ofusque o conteúdo, mas é importante que apele ao leitor. Na minha opinião, os tipos de fonte que se usam podem estragar ou aperfeiçoar o blog. Acima de tudo uma página limpa e desimpedida é sempre convidativa.

Depois disto vem o mais importante num blog, o conteúdo. Se a aparência é o primeiro contacto, o conteúdo é o que vem certificar se determinado blog faz ou não o nosso género. Há duas características que são essenciais: escrever sem erros e utilizar experiências pessoais. Não há nada melhor do que conhecer o autor do blog através dos textos que escreve. Cada um de nós tem a sua personalidade e há que transpô-la para os posts. Só assim se cria uma ligação com os nossos leitores.

Estes são os dois pontos que eu considero imprescindíveis para carregar no botãozinho de subscrever um blog, mas há mais. Coisas como originalidade, regularidade da publicação e, por exemplo, interação nos comentários são tudo pontos importantes. Mas acabo este post como o comecei. No fundo, aquilo que mais conta, é ser-se sincero para connosco próprios e para quem está do outro lado. Escrever aquilo em que se acredita é meio caminho andado para sermos lidos.

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O problema deste país chama-se inveja

por Carolina, em 21.08.15

Pior que ler discussões sobre animais em comentários do facebook é ler discussões sobre produtos da Apple. Nunca experimentaram? Não sabem o que perdem. É quase como que um baú de tesourinhos deprimentes e de opiniões de pessoas com muita dor de cotovelo. Passo a explicar.

Assim que abrem os comentários de qualquer publicação onde se fala de um produto desse género, o primeiro comentário é sempre de alguém muito indignado sobre o facto de estarmos em crise mas toda a gente comprar iPhones. Depois disto, não vale a pena lerem mais (vá, se forem cuscos como eu acabam a ler os outros comentários todos). 

Sempre me chateou aquele tipo de pessoa que acha que manda no dinheiro dos outros. Será que é assim tão difícil perceber que cada um tem as suas prioridades? Qual é a dificuldade em entender que cada pessoa gasta o dinheiro que ganha naquilo que bem lhe apetecer?

Para mim, o problema aqui parece-me ser mais inveja do que outra coisa qualquer. Os outros podem, mas como eu não posso, então vou pôr-me a fazer comentários mesquinhos no facebook. Qualquer coisa como "aposto que vão ficar a pagar o iPhone durante 567 anos!" ou "quando acabarem de pagar este já saiu o iPhone 3000". Sim, já li coisas deste género pela internet fora. Porque há pessoas que não aguentam ver os outros ter mais que eles e em vez de se esforçarem para também poderem ter, preferem ficar sentados em frente a um computador e a escrever merdinhas destas no facebook. São coisas que eu não entendo nem nunca vou entender. Inveja? Só da boa, amigos. Daquela que nos faz levantar o rabinho e ser o melhor dos melhores.

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A Rapariga no Comboio, de Paula Hawkins

por Carolina, em 15.08.15

Quando peguei neste livro não sabia nada sobre ele.

Mantive-me afastada de todo o furor que rodeou este livro e fugi às opiniões e sinopses que se atravessaram pelo caminho. Queria pegar-lhe só a saber o título e que se tratava de um thriller psicológico, mais nada. Gosto de ir às escuras para os livros, mas neste soube-me ainda melhor.
A história é-nos contada através de três pontos de vista, mas é difícil confiar neles, pois as três personagens têm problemas, ainda que cada uma à sua maneira. O facto de estarmos constantemente a alterar entre narrativas e personagens torna a história dinâmica, mas para mim, é a escrita da autora o ponto forte do livro. Muito misteriosa, objetiva e simples, dá-nos informações e descreve detalhes de forma realista, como se fossemos nós próprios a personagem desta história. Conta-nos pormenores que nos fazem pôr em causa tudo e todos. Neste livro, nada nem ninguém é o que aparenta ser.

O final não foi surpreendente e por isso perdeu uma estrela. Já a meio do livro tinha algumas desconfianças sobre certa personagem, mas ainda assim acho que a autora conseguiu criar um desfecho plausível.

Um livro não é só o final, é muito mais do que isso, e este livro prendeu-me do início ao fim, sempre na tentativa de tentar perceber afinal o que se estava a passar. Recomendo imenso e é, sem dúvida, um dos melhores livros que li este ano.

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Leituras do momento

por Carolina, em 13.08.15

Nunca vos aconteceu lerem um livro tão fantástico que depois desse não conseguem pegar em mais nenhum? O meu ano tem sido assim. Um misto de livros muito bons e muito maus. Um misto de livros tão bons que tornam todos os outros que vêm a seguir em maus (ou insuficientes).
Sinto-me frustrada quando tenho que pôr um livro de lado. São raras as vezes em que isso me acontece, mas este ano tem sido demais. Depois de ler "A rapariga que roubava livros", "Carmilla" e "A filha da minha melhor amiga", estava a ser muito difícil arranjar um livro que igualasse ou ultrapassasse as experiências maravilhosas que estes três me proporcionaram. Li o "Deus das moscas", que me desiludiu tremendamente. Depois desse, peguei em três ou quatro que tive de voltar a colocar na prateleira. Às vezes fico a pensar se o problema será dos livros ou meu. Se os lesse noutra altura será que teria a mesma opinião? Há livros que só fazem sentido por terem sido lidos em determinadas alturas da nossa vida.
Entretanto peguei no "A rapariga no comboio". Estou a adorar. É viciante, não consigo pousá-lo por muito tempo.
A conclusão que tiro disto tudo é que os meus gostos literários estão a mudar. Estou a tornar-me muito mais exigente com aquilo que leio.

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Ela

por Carolina, em 01.06.15

São poucos os que passam por situações como estas e lidam com elas de uma forma tão pacífica. Se há quem tenha força interior e perseverança é ela. É preciso uma coragem assustadora para nos expormos ao mundo, assim, como somos, sem medos. Por esperar quase uma vida inteira para ser finalmente e verdadeiramente feliz. Uma mudança que vai inspirar tantas outras. Hoje é um dia bom.

 

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